terça-feira, junho 02, 2015

Taça de Portugal entre o Sporting e o Braga


     Ontem tive a felicidade de ir fotografar mais uma final da Taça de Portugal no Jamor e apesar de não estar presente a equipa por quem torço o "meu" Benfica, foi uma grande final! Em termos de jogo apesar de ambas as equipas não jogarem o seu melhor futebol foi uma final cheia de emoção e de contrastes. A meu ver e fazendo o papel de comentador de relvado, (relvado e não bancada pois vi e fotografei o jogo desse lugar privilegiado) acho que para o bem do espectáculo o arbitro Marco Ferreira não deveria ter expulso o Cedric, apesar de ser pénalti claríssimo, mas provavelmente esse facto foi o sal que a final precisava. Não vou aqui dissecar a final pois escrevo melhor com luz e em baixo depois das fotos deixo o excelente texto do jornalista Pedro Candeias do Expresso
    Em termos fotográficos fiz equipa com o meu colega José Sena Goulão e penso que fizemos um bom trabalho e que contamos bem a história do jogo e registámos um empate a 3 primeiras páginas cada um no dia seguinte :)
   Fica uma pequena escolha das centenas de fotos que fiz ontem
 




























Sabe aquelas equipas das quais dizemos que são a cara do treinador, porque são nervosas como ele é nervoso, agressivas como ele é agressivo, ou, então, que são defensivas porque ele foi defesa ou ofensivas porque ele foi avançado? O Sporting não é uma dessas equipas. 
Marco Silva foi defesa e gosta de um futebol de ataque mas o clube que ele treina sofre golos que as equipas que defendem bem não sofrem - de contra-ataque. Porque para fechar portas quando se joga de peito aberto, são precisos tipos concentradinhos, que quatro (ou cinco) subam ao mesmo tempo para o fora-de-jogo, e, sobretudo que todos eles sejam rápidos e certeiros a roubar a bola quando a perdem. Caso contrário, dá buraco. E num buraco todos podem cair. 
Foi assim que o Sporting de Braga fez dois golos: pelo corredor esquerdo, que é o direito do Sporting Clube de Portugal, o primeiro num penalti de Ederzito, por falta de Cédric sobre Djavan, e o outro de Rafa, por falta de jeito de Miguel Lopes. E Marco Silva, já o disse, foi defesa - mais do que isso, foi defesa direito. Há alguma coisa que não bate certo nesta história.
Sim, podemos discutir a expulsão de Cédric que deixou o Braga com mais um e com um a zero, mas é indiscutível que o Sporting começou a final a perder porque deu dois tiros nos pés que podiam ter levado ao fundo uma época. Mas não levaram. Porque há várias maneiras de se esfolar um gato; um leão é mais difícil.
Do zero ao 90
Quando se apanhou em desvantagem, o Sporting fez o que tinha a fazer (atacar e desequilibrar-se) e o Braga também (defender e contra-atacar, porque ter bola no pé não é com ele). As coisas andaram para trás e para a frente e para os lados, com pouco perigo em ambas as balizas na primeira-parte. 
E, na segunda-parte, a lengalenga continuou igual até que Montero entrou e Slimani arranjou companhia e os centrais bracaranses ficaram com mais um para marcar. Aí, tudo mudou. 
Foi nessa altura que Kritchiuk nos fez recordar aquela eliminatória com o Benfica em que pôs as mãos e os pés em todo lado - e foi também nessa altura que Slimani, que é valente, marcou o golo que o Sporting merecia por nunca ter desistido dele. E como havia tempo e Marco Ferreira ainda o esticou um bocadinho mais, o final da final foi épico: Montero fez o 2-2. 
Do 90 ao limite da velocidade                                                                     Seguiu-se para bingo e como mais tarde podia haver lotaria de grandes penalidades, Sporting e Braga entraram com jeitinho porque o corpo tinha de ser poupado para o que lá viesse. Houve um ou dois lances perigosos, o primeiro de Nani, o segundo de Salvador Agra, mas o cabedal não dava para grandes correrias - era tempo para eles esticarem as pernas ou de ter alguém a esticá-las por eles. Que nisto das cãibras não há cor e a dor é igual para todos.
Os penaltis
0-1, Alan marca (Braga)
1-1, Adrien marca (Sporting)
1-1, André Pinto falha (Braga)
2-1, Nani marca (Sporting)
2-1, Ederzito falha (Braga)
3-1, Slimani marca (Sporting)
3-1, Agra falha (Braga)

terça-feira, dezembro 23, 2014

Havana, Cuba, Agosto de 2006

Há oito anos, em 2006, ainda eu trabalhava como instrutor de mergulho no paraíso de Playa del Carmen e Tulum no México e apenas tinha a fotografia como ‘hobbie’. Na altura tinha acabado de estrear o filme Miami Vice com Jamie Foxx e Colin Farrell e, numa das cenas do filme, Colin Farrell vai de Miami a Havana de barco numa viagem relativamente curta. Depois de ver o filme decidi também ir a Havana, já que eu estava a viver a menos de uma hora de avião. Na semana seguinte lá estava eu a aterrar em Havana, apenas tinha comprado a viagem, sabia por amigos que era fácil arranjar onde dormir e era relativamente barato. O que teria de fazer era, ao chegar a Havana, pedir a um taxista para me levar a casa de alguém que tivesse um quarto para alugar na cidade. Os cubanos vivem com muitas dificuldades e aproveitam os turistas como eu para alugarem quartos, ou mesmo a casa toda, por valores que para nós, turistas, são baratos. E para eles podem significar meses de economia. Assim fiz, mas sem antes ter tido algumas dificuldades para sair do controlo do aeroporto. Levava comigo duas máquinas fotográficas. Eu não sabia, mas era o 80º aniversário de Fidel Castro e eles não queriam imprensa. Julgavam que eu era fotojornalista e o que me ajudou foi mesmo ter, além do passaporte português, também o passaporte de trabalho mexicano. Além disso, ainda discuti bastante com um dos chefes da polícia local. Só quando lhe toquei no orgulho patriótico - dizendo-lhe que que, se não me deixavam entrar em Cuba, iria dizer mal do país a toda a gente - é que me devolveu o passaporte e me deixou entrar no país. Após falar com alguns taxistas, um deles levou-me até uma casa de uma senhora que tinha o quarto da filha para alugar. A casa não era mesmo no centro de Havana, mas como acho que o melhor para conhecer e fotografar uma cidade é andar a pé, não me importei muito… e o valor por cada noite não chegava a 25 dólares americanos. Nos quatro dias seguintes andei por Havana a fotografar e, como disse no início do texto, eu estava apenas a começar a ganhar o gosto mais sério pela fotografia e o que sabia era apenas pelo que lia nas revistas e na internet. As fotos que deixo aqui são o meu olhar desses quatro dias. Estas fotos estavam arrumadas à oito anos e agora que os Estados Unidos anunciaram retirar o embargo a Cuba achei que seria boa altura para as publicar 





















sexta-feira, dezembro 19, 2014

Passeio pela baixa com a Fuji X-T1 e a 18mm 2f fixa

Hoje dei uma voltinha a pé pela baixa de Lisboa, gosto de me sentir turista em Lisboa. Procuro olhar e apreciar a cidade sempre em busca de algo novo, de situações do dia a dia e de fazer fotos de rua. A Fuji X-T1 é realmente maravilhosa, super compacta e discreta, com as funcionalidades todas colocadas na perfeição e super rápida a focar. Nenhuma foto abaixo foi tratada são todas Jpegs originais. Para já só tenho a lente fixa 18mm 2f que é excelente mas assim que puder vou adquirir a fantástica 56mm 1.2f ou se alguém quiser patrocinar uma ficarei eternamente agradecido :)